29 abril 2015

Das mãos

Sim, ferramentas tontas
dos meus delírios

coisa tola dos amores.

Minhas mãos
são as mesmas que me sorriem
e na ingratidão dos meus olhos
ainda prosseguem, persistem
me afligem, sacodem em mim.

Mãos, tão maternas das minhas ideias
tão quietas com o envelhecimento diário
de cada coisinha e cada coisinha mais atentas ficam

Mais, que a alma quando perde todo seu encanto
e depois vê que naqueles dois cantinhos do corpo
estavam lá: prontas pra versar carinho.
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