19 julho 2009

Carta ao traidor

Pena, é o que sinto do teu hálito e da tua indigna estrada, por qual acaso pensarias tu que eu perdoaria?
Meus olhos, vítreos, não, não se deliberam a te perseguir: está feita a tua escolha.
Lembre-se apenas de que nos meus lábios não verás mais sorriso a ti, nem da minha pele macia o aconchego que tanto procuraste.
Diz-me que manipulei teu coração, diz-me que manipulei teus sentimentos e teus atos, que te usei? eu, mas com que ousadia pretendestes abominar a quem lhe segurou as mãos em dias de frio...
Pobre és na tua desordem, então não era bom ser manipulado por mim?!
Quem mais te manipularia tão bem e com tanto apreço e te colocaria na alma um sentimento belo, um caminho mais duradouro. Já não é incerta a vida própria porque de mim não haverás mais nada e terás saudades, meu caro, dos dias em que sim fazia de ti o meu império de ordenações.
Eras florido até então, que nenhum outro coração com as mãos ardentes manipulará o teu, gozaste quantas vezes e não te lembras, viveste o sonho, mas o sonho, traidor, não tem fim.
Preferiste o pesadelo, seja! terás saudade de tua fraqueza nos meus braços fortes.
Sua não mais,

Ana Boleña
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