02 junho 2009

Carta ao ferido

Sessente e sete qeu quebro ouvindo os teus soluços: porque te fecho os olhos ao chorar. Lágrima em mim se é minha mão macia que nem te toca.
mas que respiração: não fica, triste, não. Eu quero as penas: porque sou pássaro-cão. Ainda não viste meus olhos de soslaio: porque choras.
Ainda não via o falcão no alto é encantador quando te chega às mãos
não te parece tão sedutor, que fazés especial diante destes todos?
É o que fazem as aves de rapina, afinal. E por fim, te roubo um pouco: por conta de lágrimas em que farei meu feitiço de vitória-egóica (simplesmente precisei que te enfrentaste o passado não por mal ou bem: sou ave-deus também, não?).
Perco meus dedos na parede, se te abraçasse que frio eu sentiria em mim
forte e sólido?
nada quero que seja frágil: humano é o amor que eu ainda não tenho.
Nem me desculpe.
Sua sempre,

Ana Boleña
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