27 outubro 2010

trovas bobas de amor ou nunca era para rimar.


não queria me esconder na minha miopia
e ter forças nas horas após elas mesmas
quando não mais te via
era perder até a virgindade antiga:
o amor que me persegue ultimamente é de um fardo leve e contente.

e não estranho nem é bizarro que esteja em teus ombros largos minha última morada.

ouvir tudo o que tu falas, no se que tu mesmo crias: já é a fantasia encantada
porque se foste meu
foi o que dissestes:
- não me trairias.

e de tantas outras coisas lembradas, da lembrança um pouco mais antiga e até a pouca hora
eu queria reviver e re-ouvir e retombar em ti: como quase caí

não escrevo mais para não entregar-me todo: e todo é muito,
ou porque és forte eu não era pesado inteiro

na fortaleza que me meti, de fraterno em fraterno deixei-te entrar
talvez mesmo, no dia que saias, se resolveres assim: me deixe uma carta
mentindo pra mim.
Postar um comentário