19 dezembro 2007

22:23

Teria começado às 22:22 (mas o computador lenteou)

Eu que tenho essa impressão de amar sozinho
fico feliz que anoitece assim: dia calmo sem muitos mistérios
a não ser soprar meus dedos - que merecem desses mimos

pretendo não falar da Orquídea Fantasma
nem do outro romance que deixo para escrever em segundas-feiras (não sei porquê, mas tem sido assim)
como estou em guarda: pode ser que escreva

mas vou contar que comprei A Lira dos Vinte Anos
de Álvares de Azevedo e paralelo a ele leio aquele outro livro dos Tubos

A Lira me dá coragem de persistir nessa aventura fantasmática
e os Tubos, bem, hoje eu não li.

Vou falar da Lira que abro as janelas e às vezes recito baixinho um ou outro verso
É uma meditação bem-vinda, um quê de mim, um quê de nós e de amores

sempre que penso em nós penso em laços
nós como substantivo também. parece adequado isso

sempre que penso em laços vejo-nos: e daí é coisa de sonhar

eu acredito no bem da humanidade e que dure uma vida apenas
essa aqui
não lamentarei se puder te ver sorrir
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