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16 novembro 2011

Carta não entregue ¬ 015

Guardo como se agora fosse
o mesmo toque
            o mesmo toque
por que tão sutil retumbastes em meu crânio?


Meu peito e o estrondo destas mãos que pousaram em mim tão leve
uma leveza tal que ousei voar. e foi tão alto, cheguei tão perto de ti
mais que tua mão em mim. cheguei tão perto como se fosse teu gesto mudasse qualquer coisa em nós...


Me pergunto (agora que penso) se tu pagarás com tua própria mão silenciosa em mim?
Certamente foi meu ombro que a sentiu demais. nem saudades faz: que ela ainda está como se pousada ali.


Verão, 1999

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