29 julho 2011

Carta não entregue ¬ 003



não estava na hora da minha morte e nem estaria, pelo que tenho sobrevivido até ao inverno mais ameno, muito mais que a distância de nossos dias.

pelo que meus maiores medos todos sumiram e ainda assim sou obrigado a manter meus olhos vazios e meu coração aquecido de breves histórias.

amor, que me evocas, eu ouço, eu estou aqui, eu estive contigo, lembra? De verdade em ti meu amor esteve protegido e em mim, fazendo todos os impossíveis, eu me torno fortaleza.

e isso não é triste? que corações de ouro continuem sofrendo - é uma despedida eterna essa nossa história de amor. meu amor, de vez em quando, não sempre, eu precisava saber, como precisava saber que estás indo bem, mesmo sem mim.

tenho deixado meu coração sem título, por mais doa o peito, era necessário desprender os nós e nos reencontrarmos: novamente e novamente e novamente, dentro de nós mesmos.


ou se tu choras, sê forte nisso, nada me deves e nem eu te devo algo mais bonito: belos já éramos na primeira vez que nos vimos.



Inverno de 2010 

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