19 janeiro 2010

Entrelinhas

Te ouço e em Amsterdã
passa um sol aqui ou do outro lado
uma voz de outra língua
a tua língua é tão doce: eu que me descubro
ou tentavas contra um monte
de outras urgências

Te ouço em Amsterdã
mordendo num português suave
o cheiro que eu tinha: não se telefona
mas era
pra ti, meu amor.

Me ouço chegando até-í
E não findo: é começo de rir
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