02 agosto 2009

água

É que ele nem podia sonhar
ou pudesse
crer
no escuro miado

talvez pensasse em repartir mais uma vez
e aqueles gases longíquos que orbitam por seus olhos
todos
liquidificados

ou liquidados quem sabe

no próximo futuro, em vez de desistir
em
vez de insistir talvez
não houvesse
próximo

seria melhor que por um tempo as pessoas soubessem que o seu sofrimento culpa de ninguém fora construção dos sentidos lerdos que tinha e não por obra de uma inteligência simplesmente querida

de relance
ele colava textos na boca
dos poetas mais vivos: e bem letrado disto: ouvia
que não amara ninguém.
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