30 março 2009

Para que pare

por um mundo melhor
te concedo dois espirros de sangue

mais uma vez eu quero fugir
mais uma vez eu quero sair de todos os lugares
e não estar mais em nenhum deles
depois de alguns segundos: o efeito dos remédios calmantes e relaxantes
mais uma vez eu vou acordar e fazer tudo corretamente

eu que nem gosto de inglês ouço quando em inglês pensas
e sei que abandonaste outras línguas

eu sei que me encontrarás: como sempre.

Mas eu um dia também não deixo pistas: o difícil é queimar a identidade.

Ainda que dos meus olhos brotassem amor fraterno
não é pra ti: mas para tantos outros que me ferem pouco

dois é o nome da besta: e com dois amores o que a gente faz quando nem um nem outro estão aqui.

babies, vocês conseguem perceber quando escrevo calmo demais
quando meus dedos tonteam bons
é bom dormir com histórias de ninar: e perder o conto pela metade apago.
apago. apago.

não é tão difícil marcar consulta com meu psiquiatra.
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